Monday, January 10, 2011

A escandalosa matemática da graça

Depois de algumas semanas estou de volta. Em algum momento até pensei que o blog não daria certo, mas depois de algumas reflexões a respeito do tema que tem me deixado cada vez mais perplexo; e acreditem, me feito em alguns momentos até chorar, não pude deixar de escrever o que segue adiante:

Certa vez Jesus, em sua série de parábolas ensinando à respeito da graça de Deus, no livro de Mateus conta uma parábola que poucas vezes temos escutado, ou até mesmo estudado ou ensinado a respeito. Creio que no final do post tenho uma resposta talvez coerente para esta questão. Um proprietário contratou algumas pessoas para trabalhar em suas vinhas. Algumas iniciaram no início do dia, outras no meio da manhã, algumas no almoço, outras no meio da tarde, e algumas até mesmo 1 hora antes de encerrar o expediente. Todos estavam muito bem até a hora do pagamento, quando aqueles que trabalharam 12 horas, souberam que receberiam o mesmo que aqueles que trabalharam apenas 1 hora. Seria justo o empregador pagar o mesmo valor a todos? Creio que do ponto de vista matemático e lógico, não. A parábola de Jesus nos fala a respeito da graça, ela de forma alguma está relacionada com acabar primeiro ou ser o último; ela não leva em conta. Recebemos a sua graça não por nossos esforços ou por nossas "12 horas de trabalho", mas como um Dom de Deus! Os empregados da parábola não podiam aceitar o que o seu empregador fazia com o seu dinheiro, com a sua generosidade em não pagar o merecido, mas 12 vezes mais! 

O fato mais interessante da parábola àcima é que nos identificamos com frequência com os empregados que trabalharam o dia todo, ao invés daqueles que chegaram no final do dia. Gostamos de nos achar os bons trabalhadores, aqueles que fizeram tudo e, logo, merecem o maior prêmio. Perdemos o ponto principal da história. Nenhum de nós recebe pagamento de acordo com o mérito de nosso trabalho, não temos condições de agradar a Deus. Se o pagamento fosse justo, mereceríamos algo muito grande sim: o inferno. Segundo Philip Yancey "Na base do reino da ausência da graça, alguns trabalhadores merecem mais do que outros; no reino da graça, a palavra merecer nem mesmo se aplica".

No nosso mundo atual, somos ensinados a viver em um mundo de ausência de graça. Frases como "Deus ajuda quem cedo madruga", vá à luta, acorde cedo, pague e receba. Quero que todos recebam o que merecem! O evangelho tem uma proposta diferente para isso. Ele diz que nada do que recebemos merecemos. Mereciamos castigo e recebemos perdão. Meriamos a ira e recebemos o amor. Mereciamos severas advertências e deveria estar com os joelhos esfolados no chão, mas ao invés disso fomos recebido com festa na família de Deus.

Apenas mais um caso da escandalosa matemática da graça...

7 comments:

  1. Muito bom teu post! Onde tu conseguiu aquela estante de livros??? Muito legal!!! :-D

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  2. É, tanto um pastor com 60 anos de ministério quanto um serial killer condenado, em seus últimos segundos na cadeira elétrica, podem entrar no Reino de Deus.
    Gostei do artigo. Continue!

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  3. gostei ficou muito bom "escandalosa matemática da graça" mto bom =DDD abrass

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  4. Curti mt mesmo o post! A graça d Deus é realmente facinate...

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  5. Massa o post! tipo, os comentários do Olavo sempre são meio pedichões né?!

    E não desiste do BLOG

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  6. Glória a Deus porque apesar de merecermos o pior, temos o melhor,temos o que jamais conseguiríamos por nós mesmos. Glória, também, porque a graça Dele é tão abundante que nos constrange.
    Sem graça é impossível evangelizar de forma verdadeira.

    Sábias palavras...Parabéns!

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